A geocronologia utilizando um conjunto de métodos de datação consegue determinar a idade de fósseis, sedimentos, rochas e diferenciar os vários eventos da história da Terra.
Se por um lado a estratigrafia e a paleontologia permitem uma geocronologia relativa a radiocronologia entre outros, permitem uma geocronologia absoluta sendo que os seguintes são utilizados consoante aquilo a que se adequam melhor:
- Isótopo 210Pb (Chumbo-210): possibilita datar rochas com 150 a 200 anos de idade. Este caracteriza-se por ter uma meia-vida curta, e é esse factor que leva este isótopo a só puder datar rochas de tão “tenra” idade.
- Tefrocronologia: tal como o nome indica, é o estudo das cinzas vulcânicas, está previsto que com este método se consiga datar rochas com idades iguais ou inferiores a 15 milhões de anos. São utilizados instrumentos que analisam as cinzas, detectando impressões geoquímicas.
- Termoluminiscência: método que consiste no aquecimento da rocha a baixas temperaturas (entre os 40º e os 500º C) e em seguida na observação dos minerais que libertam uma luz como consequência do seu aquecimento. Este é um aquecimento que não pretende tornar os minerais incandescentes, mas sim observar a sua propriedade de termoluminescência. Com este método pode-se datar rochas com idades compreendidas entre os 100 e os 800 mil anos.
- Isótopo 14C (Carbono-14) ou radiocarbono: permite datar material com alguma componente de carbono orgânico. A sua datação restringe-se a rochas com o máximo de 100 mil anos de idade.
- Datação por Potássio-Árgon: é um método baseado no facto de que uma parte do isótopo radioactivo Potássio-40 (40K) é alterado e transforma-se num isótopo estável do gás Árgon-40 (40Ar). O Isótopo de potássio é comum em várias rochas, principalmente nas ígneas e metamórficas. Este método caracteriza-se por conseguir datar rochas muito antigas, devido à sua meia-vida. Data rochas para cima dos 100 mil anos de idade.
- Datação Árgon-Árgon: este método funciona tal como o anterior para rochas Ígneas e metamórficas. É resultado da conversão artificial do isótopo Potássio-39 (39K) para o isótopo Árgon-39 (39Ar) que depois é comparado com o isótopo Árgon-40 (40Ar), onde se determina a proporcionalidade entre os dois e de seguida se estima a idade da amostra de onde foi inicialmente retirado o potássio. É característico por conseguir datar rochas com apenas alguns milhares de anos, não tendo a abrangia que a datação Potássio-Árgon possui.
Existem muitos outros métodos para datação das rochas, mas considero que estes sejam uns dos mais importantes e que devem ser referidos como métodos para a geocronolgia. Recomenda-se para poder obter um esclarecimento mais profundo sobre o que são os isótopos e como funciona a alteração de isótopos que leia:
- "Química" (tradução portuguesa de Chemistry), R.Chang, Mc-Graw Hill, 8ª Edição, 2005 – capítulo 2
Referências: